sábado, 2 de janeiro de 2010

Falhado

Perdi-te sem nunca te ter, perdi sem nunca saber o que seria a minha vida contigo. Como em tudo onde toco, nada posso ter, nada posso agarrar de verdade….somente posso imaginar e desenhar no meu coração o que seria a tua presença constante.
Absorvo todos os segundos que sorriste para mim, todos os minutos que olhaste para mim e me fizeste feliz. Senti-me sempre especial, senti-me nas nuvens, consegui sorrir, colorir o meu coração com a cor mais forte que alguma vez tive, esbocei o meu maior e verdadeiro sorriso, fui tudo o que jamais pensei ser um dia….por momentos, por segundos….fui FELIZ.
Hoje guardo na memoria esses momentos, que por mais felizes que foram me magoam, não porque não os posso voltar a ter, ou simplesmente como qualquer coisa que gosto e desejo…perco pelo caminho, mas porque me fazem sentir um falhado, um inútil…qualquer coisas que por muito que pense, não consigo descobrir o mal que tenho.
Como te queria, como queria acordar contigo e ver o mundo a levantar-se, como queria brincar contigo debaixo de um manto de nuvens, dançar ao ritmo das ondas do mar….como queria…..como desejava ser feliz….cont….igo.
Bem no fundo sinto a dor do falhanço que habita na minha alma, porquê? Porque nunca consigo…porque tudo me passa ao lado? Porque tudo sorri para a vida menos para mim?
Hoje…hoje limito-me a respirar, já sem sonhos, já sem qualquer vontade…já sem ambição. A conclusão é que o melhor será viver sem metas, nem pensamentos que mais tarde me façam sofrer…ultimamente percebo que sonhar só me faz ver o quanto é diferente a minha realidade.
Hoje choro por não te ter podido ter, por não ser quem te pode ter, por não ser uma pessoa normal com a sua felicidade…sou um “perdido” neste mundo que mais me custa a viver…até quando aguentarei…